Tô voltando! Devagar, mas finalmente retomei o blog.
Ele tem novo endereço:
WWW.VERTENTE.BLOG.BR
Apareçam!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Sexta-feira, Maio 2
Novo endereço
Segunda-feira, Janeiro 7
Blog novo em breve
Pois é, estou definitivamente migrando pro Wordpress. Pretendo estrear o novo endereço ainda meio "miguxo", com melhorias a serem feitas, mas o importante é que em breve terei um blog mais "profissional". Vocês me esperam só mais um pouquinho? Prometo que já volto! Beijos
Sábado, Dezembro 22
Terça-feira, Dezembro 4
Diversidade: você está pronto pra isso?

Meu amigo Wolverine postou recentemente sobre preconceito. Tema complicado. Eu sempre digo que preconceito é algo que todo mundo tem, mas poucos conseguem admitir. E nem acho que o principal problema no Brasil seja racial. Na minha opinião, classes sociais afetam mais a forma como as pessoas tratam umas às outras do que cor, religião ou raça. Mas enquanto diversidade é moda, especialmente no ambiente corporativo, eu gosto de abordar um outro tipo de preconceito: de estilos, valores, gostos. Acho muito curioso que a publicidade, a indústria do entretenimento e a mídia de forma geral enalteçam pessoas modernas e descoladas como sinônimo de vanguarda. De fato, eu acho mesmo que pessoas criativas, expansivas, abertas -- e nem por isso menos preconceituosas -- tendem a ter estilos mais arrojados. Agora, tente sair por aí com tatuagens à mostra, cabelo vermelho, roupinhas mais desencanadas e tal. Acredite: você ainda encontrará alguém que lhe medirá da cabeça aos pés achando que, no mínimo, você fuma maconha. Sem falar que é provável que lhe tomem por lésbica. E se seu namorado for igualmente "maluquinho", há 70% de chance de realmente acharem que você usa drogas pesadas diariamente. E como neste mundo nós somos aquilo que as pessoas acham que nós somos -- ou seja, aparência é o que mais importa -- você simplesmente precisa lidar com isso, ainda que você seja straight edge e nem fume, beba, use drogas, etc. Então tá. Você encontra uma turma onde todo mundo tem a mesma aparência que você. Você pensa que ser aceita será tarefa fácil. Engana-se. Metade daquelas pessoas, só porque você tem um emprego legal, uma casa bacana e gosta da sua vida, acha que você é patricinha metida à maluca. Daí você descobre que o preconceito vem de tudo aquilo que está em você e que você projeta nos outros. São, bem lá no fundo, suas frustrações espelhadas justamente naquele que lhe impõe o novo, que lhe expande as possibilidades e lhe faz refutar tudo que até então você tomava como regra. Daí, ao mesmo tempo em que você lê sobre diversidade, precisa tomar cuidado com as comunidades que tem no Orkut porque pode ser que você não consiga emprego só porque postou uma foto do seu piercing e é fã de bandas esquisitas. Mas ainda que o diretor de RH não se dê ao trabalho de checar sua "aparência real", você passa a ter dois guarda-roupas: aquele em que você se sente uma boba de segunda a sexta e o outro, com aquilo que você realmente gosta de usar. Porque mesmo que você trabalhe num lugar "cool", tipo Folha de São Paulo, eventualmente precisará do figurino "old fashion". E até as pessoas mais underground têm limites. Se você ousar ultrapassar os limites delas terá problemas para "pertencer". Basta ver que vários dos marmanjos tatuados e "doidos" que você nas baladas mais disputadas da cidade têm pavor de homossexuais. Talvez porque eles ainda tenham dúvidas sobre sua própria masculinidade? Ou será que o fato de serem tão alternativos os fazem ainda mais machistas e conservadores? E os preconceitos não páram aí. Você já viu alguém com mais de 40 anos ser chamado para uma entrevista de emprego com a mesma frequência de alguém com 25? Converse com alguns dos mais bem-sucedidos executivos e preste atenção em suas esposas. Elas provavelmente se parecem, com suas roupas compradas na Daslu, seus corpos construídos nas melhores academias e nos melhores consultórios de cirurgia plástica, e seus cabelos penteados no W. É mais provável ainda que não trabalhem para estarem disponíveis às mudanças de carreira deles. E quando elas arrumam um emprego, eles chamam de "hobby". Mulheres-poodle, como diria uma amiga minha. Mas essas, teoricamente, são as mais bem-aceitas entre as lideranças do País. A lista de "do´s & dont´s" sociais pode ser interminável. Não fale muito alto ou alguém no escritório pode não ir com a sua cara por isso. Naõ seja muito feliz ou alguém na sua turma pode não gostar muito de você ou lhe achar "efusiva" demais. Não seja muito você mesma ou quem tem problemas em se assumir pode fazer questão de propagar fofocas incríveis a seu respeito. Ou seja, no final, a gente está sempre jogando o jogo de um lado ou de outro, tentando sobreviver num mundo onde todo mundo -- sem exceção -- se acha muito normal.
Segunda-feira, Dezembro 3
Muito obrigada!

Nem tenho palavras pra agradecer à Beth, à Mélica e à Paola pela indicação ao selo "Uma mulher que faz pensar". Este blog anda deveras abandonado por pura falta de tempo. Com tantos projetos acontecendo ao mesmo tempo, não ando tendo como ler frequentemente os blogs que gosto. E não tem sobrado inspiração suficiente para escrever aqui. Mas isso não é motivo para desistir. Bravamente resistirei e uma das metas para 2008 é postar uma vez por semana "religiosamente". Por isso este selo é tão importante. Mostra que relacionamentos criados via Web são, sim, permanentes e que basta ter algo a dizer -- ainda que de vez em quando -- para que gente como eu e você possa influenciar pessoas. Valeu meninas! E passo adiante o selo para: Gabi, Bel, DM e AP, Van, Luma e Ká.
Quinta-feira, Novembro 15
Perspectiva: a proporção correta da vida
Colocar as coisas em perspectiva é sempre bom. De acordo com o site World Population, existem hoje, 15 de novembro de 2007, cerca de 6.761.693 pessoas no mundo. Talvez o Ronaldo ou a Angelina Jolie sejam reconhecidos por 95% da população mundial. Ainda assim, nem eles conseguem ser relevantes para toda essa gente. Então, vamos fazer umas contas, meio esdrúxulas, só para seguir um raciocínio. Quantos conhecidos você tem? Digamos que você seja popular. Ainda que milhões de pessoas já tenham ouvido falar de você, isso não significa que você as conheça (saiba o nome, de onde é, como chegou até você, etc.). Portanto, vamos considerar aqui que você tenha uns cinco mil conhecidos. Isso significa que você APENAS conhece 0,07% dos seres humanos que existem. Desses cinco mil, quantas são pessoas das quais você gosta e convidaria para o seu aniversário, por exemplo? Talvez mil? Isso quer dizer que você se relaciona com SOMENTE 0,01% dos seres humanos que existem. Desses mil, quantos são seus amigos? Amigos de frequentar a sua casa? Cem? Você, então, se importa SÓ com 0,001% dos seres humanos que existem. Desses cem, para quantos você telefona para pedir ajuda num momento difícil? Dez? Isso quer dizer que a sua casa pode viver cheia de gente, mas na hora H você TÃO SOMENTE pode contar com menos de 0,0001% dos seres humanos que existem. E dessas dez, quantas realmente parariam tudo para lhe ajudar de verdade? Duas? Então, VOCÊ IMPORTA MESMO para menos do que 0,000001% dos seres humanos que existem. Portanto, deixo duas vertentes da perspectiva: 
1) Nem tudo o que você é ou faz é tão sensacional, crucial ou supra-sumo quanto você pensa. Isso é extremamente importante de ser lembrado sempre que você achar que pode julgar, esnobar ou zombar alguém. Isso é extremamente importante de ser relembrado sempre que você achar que pode desdenhar alguém. E sempre que o poder lhe subir à cabeça ou que o seu ego lhe fizer acreditar que você e/ou as coisas que você possui são mais importantes do que alguém. Infelizmente, mais ou menos 6.761.690 pessoas vivem sem você. Pior: aproximadamente 6.755.580 pessoas nem lhe conhecem. E é bem provável que elas nem saibam que você existe.
2) Nem tudo o que acontece (ou não) e nem tudo o que fazem para/com você é tão grave assim. Sabe aquele amor da sua vida que lhe abandonou? Então, 6.761.691 pessoas vivem sem ele. Sabe aquele amigo que mega lhe decepcionou? De novo, 6.761.691 pessoas vivem sem ele. Melhor: existem 6.761.691 possibilidades de você conhecer alguém mais legal. Sabe o emprego que um dia você perdeu? Pelo menos 6.761.600 pessoas têm mais o que fazer. O corpo perfeito que você não tem? Talvez 6.000.000 de pessoas se olhem no espelho e também queiram mudar alguma coisa. Mas provavelmente 6.761.690 são felizes apesar disso. O carro, a casa, o dinheiro, o terno Armani, o vestido Dior, o glamour, as festas? Com certeza, mais ou menos 6.761.685 pessoas devem sonhar com isso e também não têm (nem nunca terão). E por aí vai.
Moral da história? A única coisa que realmente importa na sua vida é você. A única pessoa que realmente importa para você, é você. E a única pessoa que realmente se importa com você, é você. A importância que as coisas e as outras pessoas têm na sua vida, quem determina é você. A gravidade das coisas que acontecem na sua vida, quem determina é você. Você pode viver cego e envolto em seu próprio narcisismo. Ou cego e afogado na sua própria dor. OU... sacar que você é o capitão do seu navio, colocar um sorriso no rosto e seguir sempre adiante com a melhor das intenções possíveis para com você e os outros. Certamente você aportará em algum lugar bacana. E feliz.
Segunda-feira, Novembro 12
Ai meus 20 anos...

Romantismo ainda existe, graças a Deus. Em Nova York um garoto de 21 anos se apaixonou por uma menina que ele viu no metrô. Enquanto dividiam o vagão, Patrick Moberg passou a viagem inteira pensando no que dizer para se apresentar. Quando finalmente conseguiu chegar até a garota era tarde demais, ela já tinha saltado do trem. "Assim que ela desapareceu eu fiquei ansioso por dar um jeito de encontrá-la", ele disse à rede ABC. Moberg criou o site NY Girl of My Dreams , onde descreveu a menina em detalhes e deixou seu celular e e-mail para que pessoas pudessem dar dicas de como achar a mulher dos seus sonhos. Deu certo. Uma amiga dela viu o site e reconheceu a descrição. Hoje eles estão juntos e felizes. Adoro a Internet. Adoro esse universo onde tudo é possível. Esse rapaz foi sensacional. Contos de fada existem!






